“Privacidade é o poder de se revelar seletivamente ao mundo” - Cypherpunk's Manifesto de 9 de março de 1993. Ao se falar sobre identidade digital não há como separar os seguintes elementos: Estado e privacidade. Falar em privacidade é falar em direitos da personalidade humana, cuja existência não depende de uma lei positiva (quer dizer, feita pelo Estado), a não ser que você entenda que, para existir como ser humano, você precise do reconhecimento formal do Estado. Falar em direitos da personalidade, então, é falar de humanidade no mais sublime aspecto, reconhecendo-nos como um ser admirável que somos, tanto no aspecto físico quanto psíquico. Sendo assim, falar desses direitos é falar em direitos naturais e irremovíveis. Sim, parece algo circular, e é mesmo, pois a natureza humana, pela sua natureza, irradia e, por essa irradiação, se reconhece as características humanas naturalmente irremovíveis, que, se ‘‘tiradas’’ ou negadas, deixamos de ser ...
Descartes propôs chegar à verdade por meio da dúvida. O Círculo de Viena acrescentou a necessidade de verificação. Após considerar um número suficiente de casos particulares, conclui uma verdade geral sem se esquecer a falseabilidade ou refutabilidade, que possa demonstrar que uma ideia/hipótese/teoria pode ser mostrada falsa. A ciência, portanto, é um conhecimento provisório. Por isso a ciência jamais pode impedir o questionamento.